domingo, 16 de janeiro de 2011

Por dentro da criminalidade: Como atuam as gangues atualmente

O poder das gangues

Esse foi mais um exaustivo trabalho da equipe de jornalistas escritores integrantes deste portal blog. Por seis semanas nossa equipe esteve infiltrada no centro do poder de algumas das mais violentas facções do crime organizado para esmiuçar todos os detalhes do drama que é o dia a dia, os conflitos, as expectativas e os sonhos daqueles que entraram no sombrio mundo das gangues. Não conseguimos concluir o trabalho a tempo porque fomos delatados  por um caguete e, tivemos que sair da área antes que fôssemos deletados.

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Na grande maioria dos casos, uma gangue, tem certo poder legislativo em seu local de atuação, sendo que seu território pode abranger uma cidade, estado ou mesmo um país. Cabe ao chefe da gangue decidir se concorda ou não com os decretos-leis criados em seu território.

A democracia das gangues

Qualquer pessoa pode ser ingressar numa gangue, para isso basta que reúna um número mínimo de indicações. Quantos mais indicações tiver uma gangue, maior será o número de integrantes bem como seu poder no território.

A gangue cujos integrantes somam 51% das indicações tem maioria absoluta, já que a soma dos integrantes das outras gangues não ultrapassa ou iguala os 51%. Ter maioria absoluta torna-se vantajoso para uma gangue porque evita coligações, muitas vezes inoportunas, com outras gangues para decidir sobre uma determinada mutreta a ser executada.
Assim, com maioria absoluta, os integrantes de uma gangue podem planejar e decidir de forma  independente uma determinada falcatrua, sem recorrer a ajuda da oposição.

Quando o número, em percentagem, de integrantes de uma gangue não ultrapassa ou iguala os 50% diz-se que a gangue tem maioria relativa e com isso ela terá de recorrer (caso divirja da decisão de outras facções) à coligações para aprovar ou desaprovar uma determinado golpe, saque e assemelhados.

Todos os membros da mesma gangue tem o dever de concordar sobre uma matéria: chama-se a isto disciplina de voto. Se isto não existisse, seria caótica a divergência de opiniões e, conseqüentemente, a vontade do chefe e a própria maioria absoluta não faria sentido. Na prática, se a fidelidade não for observada, a gangue terá uma redução em seus quadros.

Há tramóias, negociatas que quando planejadas, não basta a uma gangue ter maioria absoluta de 51% (por exemplo). Essas tramóias são aquelas que são transversais, isto é, são do interesse de todo o território e, por isso, atingem toda a sociedade e não só a área de uma determinada gangue. Aqui, a maioria absoluta fica sem efeito (exceto se o número de integrantes de uma gangue for muito grande em relação às outras).

Outra importante característica de uma gangue diz respeito à sua denominação, à forma verbal pela qual será conhecida no território, a qual poderá gerar mais mais crédito ou temor na cidade. Dentre exemplos recentes podemos citar nomes pitorescos como: gangue da marcha ré, gangue das gordas; gangue dos japas de anél; gangue do machado, entre outras.

Em suma, um membro de gangue é alguém que foi indicado e aceito para representar no território os interesses do grupo ou facção, e a quem o chefe confia suas decisões sobre variados assuntos.

3 comentários:

  1. Gostei. É um pouquinho engraçado.

    Pra melhorar, acho que o texto descritivo deveria ser mais estimulante, não sei...

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