terça-feira, 30 de dezembro de 2008

A raiva e a missão de um guerreiro

samurai, guerreiro, espadachim, japão feudalConta a lenda que havia um vilarejo num local distante, onde viviam pessoas em paz. Certa vez, numa noite de outono, um dos sábios desta vila fora assassinado brutalmente por um bandido vindo de uma terra desconhecida. Ninguém sabia o motivo de tal crime. Não havia nada que justificasse tal barbárie. Os líderes, então, mandaram dois guerreiros saírem no encalço do assassino. A missão era simples - eliminar o mal-feitor. A perseguição se prolongou por semanas e abrangeu vários povoados sem que os guerreiros conseguissem atingir seu objetivo.

Com o passar do tempo e expostos à várias privações, os guerreiros, por vezes, sentiam seu espírito enfraquecer, mas sabiam, no fundo de sua alma, que retornar ao vilarejo sem ter cumprido a missão teria um significado de fracasso diante da injustiça.

Algum tempo depois, finalmente, conseguiram ficar frente a frente com o assassino.

As espadas foram desembainhadas e por instantes os três se olharam como se aquele fosse o último dia de suas vidas. Um dos guerreiros tomou a iniciativa e aproximou-se do bandido que, com um sorriso irônico, deu-lhe uma cusparada no rosto.

O guerreiro continuou fitando-o, secou seu rosto, guardou sua espada e recuou sua posição, sem demonstrar a raiva que sentia naquele momento. O assassino gargalhou e avançou contra o segundo guerreiro. As espadas brandiram e o guerreiro foi ferido.

Ainda com um sorriso irônico, o assassino voltou-se rapidamente contra o primeiro, desferiu um golpe que foi prontamente bloqueado e no contra-ataque o guerreiro decepou-lhe uma perna.

Gemendo de dor diante da morte iminente, o assassino passou a desferir palavrões e ofensas enquanto os guerreiros o fitavam serenamente. Instantes depois os dois retornaram ao vilarejo com a missão cumprida.

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