Protesto em frente à casa da Governadora Yeda Crusius

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Cerca de 200 manifestantes foram à frente da casa da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), bairro Vila Jardim, em Porto Alegre, para protestar e pedir seu impeachment, nesta quinta-feira, 16 de julho.

O governo de Yeda tem sido alvo de acusações desvio de aproximadamente R$ 44 milhões dos cofres públicos, segundo estima o Ministério Público, mediante um suposto esquema envolvendo fraudes em contratos de prestação de serviços da Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (Fatec) e Fundação para o Desenvolvimento e Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura (Fundae) para o Detran. A revista Veja divulgou gravações mostrando conversas entre Marcelo Cavalcante, ex-assessor da governadora, e o empresário Lair Ferst, um dos coordenadores da campanha de Yeda e réu na Operação Rodin. O áudio indicaria o uso de caixa dois na campanha de Yeda para o governo do Estado.

O protesto começou por volta das 7h e teve duração de aproximadamente duas horas. Os manifestantes levaram um container semelhante ao usado nas "escolas de lata" do Estado e gritavam palavras de ordem. Pelo menos seis pessoas foram detidas pela brigada militar. De lá os manifestantes juntaram-se à mais em frente ao Palácio Piratini, para nova manifestação.

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A mansão da governadora teria sido escolhida porque há a suspeita de que o imóvel tenha sido comprado com dinheiro de caixa dois da campanha eleitoral de 2006. Segundo a revista Veja, Carlos Crusius, ex-marido da governadora, teria recebido, logo após as eleições, a quantia de R$ 400 mil de duas empresas fabricantes de cigarro. O dinheiro teria sido utilizado no pagamento de contas pessoais do casal e na compra do imóvel. Ele disse nunca ter visto R$ 400 mil juntos.
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A governadora reagiu ao protesto e quase saiu na mão discutiu com os manifestantes. Em resposta aos ataques, a desgovernadora apresentou um cartaz escrito à mão:
Vocês não são professores. Torturam crianças. Abram alas que minhas crianças têm aula.
Em entrevista à uma rádio, a governadora reagiu ao protesto, dizendo que os professores sabiam que havia crianças dentro da casa e que elas iriam para a escola (de lata?) realizar provas nesta quinta-feira.
A violência e o absurdo são tão grandes que só posso descrever com os meus netos. Crianças de oito e 11 anos saem chorando de casa. (...) Vocês não são professores. Vocês são torturadores de crianças.
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Sofrendo a pressão devido a indiciamentos de dois dos seus secretários pela Polícia Federal gaúcha, por corrupção e cada vez mais desacreditada nas pesquisas de opinião, a governadora Yeda Crusius PSDB-RS, tem evitado aparições públicas, mas não consegue evitar o desgaste de sua administração.

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