domingo, 10 de abril de 2011

Simon batendo boca com Renan e Collor no senado

Collor e Renan batendo boca com Pedro Simon

Os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor de Mello (PTB-AL) trocaram ofensas nesta segunda-feira com o senador Pedro Simon (PMDB-RS) no plenário do Senado depois que o parlamentar defendeu o afastamento de José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado.

Resumo da troca de farpas:
fernando collor de mello, renan calheiros, pedro simon, senado, bate bocaPedro Simon diz que a renúncia de José Sarney vai ser um grande ato. Em seguida Renan Calheiros fala que o esporte favorito de Pedro Simon é falar mal do Sarney, e pede a Simon que diga porquê quer que Sarney saia. No segundo round, Simon lembra uma certa viagem à China onde Renan e Collor teriam feito certas coisas...

Renan tenta pegar a palavra mas Simon escrespa e não deixa. Simon diz (gaguejando de emoção) que nas vésperas do Collor ser cassado, Renan largou o Collor - tchau tchau. Renan se defende confirmando que "largou" mas assumiu. Simon rebate - "assumiu não, largou!" E lá pelas tantas apareceu como ministro da justiça do Fernando Henrique. E lá pelas tantas, largou o Fernando Henrique. E agora é homem da confiança absoluta do Lula. Em seguida Simon fala sobre um lance do passado entre ele (Simon) e Collor, e, acaba admitindo que errou feio. Volta a falar sobre a viagem à China.

fernando collor de mello, sarney, simon, senadoIniciando o terceiro round, Collor, ofegante, se mete na discussão e diz que não aceita as palavras que Simon dirigiu a elle e às suas relações políticas e que Simon deve engolir as palavras e digerí-las como julgar conveniente, deixando claro que elle não gosta que se metam em suas relações. Collor fala sobre "aquela" viagem à China.

Collor ensina uma palavra nova "hebdomadário" que é sinônimo de revista ou jornal de frequência semanal. E afirma que Simon não estava lá na China para saber o que aconteceu. Diz que está do lado de Renan e de Sarney. Acha que não é bom se agachar e que nem a mídia, nem Simon, nem ninguém vai tirar Sarney da cadeira. Collor ensina a segunda e terceira palavras novas "deblaterar" (falar com violência contra alguém ou alguma coisa; gritar, vociferar, berrar) e chama Simon de parlapatão (mentiroso, impostor; fanfarrão).

Collor pede a Simon que não pronuncie seu nome nunca mais. E finaliza ameaçando que se ouvir qualquer zum zum sobre Collor de novo vai botar a boca no trambone e "relembrar" alguns fatos e alguns "momentos" talvez extremamente incômodos para Simon. Simon pede que elle fale agora e elle diz que não falará, não falará e não falará. Só falará quando quiser.

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Curiosidades
No dia seguinte, alguns jornalistas questionaram se Pedro Simon não teria ficado com medo que elle, Fernando Collor de Mello, o pegasse na saída do senado, situação parecida como a que fez o pai delle, Arnon Francisco de Farias Mello, na década de 60, quando, ao tentar acertar um desafeto político seu, o senador Silvestre Péricles de Góis Monteiro, acabou matando com um tiro no peito o senador José Kairala, que estava logo atrás.

Fiquei com medo do olhar dele, mas na hora não me lembrei deste episódio, não tive medo. Mas o pai dele errou porque estava numa distância maior*. Ontem, na distância que ele estava de mim, eu não teria chance de sobreviver...
ironizou o senador Pedro Simon.

*Segundo a wikipédia, a distancia foi menor que cinco metros.

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