Atos dos Opostos

Salário mínimo: o paradoxo de uma justificativa meia boca

Numa sociedade onde pessoas oriundas de vertentes de pensamento antagônicas precisam relacionar-se entre si, relevando ou buscando cotidianamente formas de lidar com a inerente facela da genes humana intrincada a séculos através de mecanismos de expropriação e prejuízo, satisfação e frustração, e nos quais torna-se evidente a necessidade de aprender a conviver entre a vontade de suas expectativas econômicas e a realidade que o meio impõe, heis que surge um dilema típico de mentes obtusas e enferrujadas pelo comodismo do não pensar: quando o salário mínimo vai ser suficiente?

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Independente do conceito clássico daquilo que aprendemos ou não, ainda no primário em algumas aulas que provavelmente nunca foram dadas porque não constava do currículo. Independente de termos eleito a oito anos atrás um ex-sindicalista, que seguia o estigma do bom comunista: ele usava barba. Independente dele não ter sido tão bom como se esperava de um governante, mas ter sido bem melhor que os seus antecessores, adeptos da inteligência pós-graduada, criada em laboratório, ineficaz e comprometedora. Independente dos sonhos e expectativas de cada um de nós, é preciso ressaltar que a resposta fatídica quase nunca vem de fora, e sim de dentro de cada um que a busca.

É notória a crença, linguisticamente falando, de que o salário mínimo vem tendo significativo aumento de seu poder de compra, se comparado com o período anterior, em termos de dólar. De igual forma é preciso entender os mecanismos do mercado os quais dialeticamente tem se sobressaído a cada fechamento de balanço contábil do governo, independente de quem esteja sentado na cadeira. Paralelo a isso existe a questão da flutuabilidade do cambio, a qual pode dependendo da vontade do interlocutor indicado, variar para mais ou para menos em dado momento.

Não obstante, quanto ao poder de compra do atual salário mínimo, bem como da inconstitucionalidade de seu vínculo para salários em geral, inclusive aposentadorias anteriores concedidas, é graficamente comprovado que seu valor só é suficiente em termos de marketing político, não se efetivando na realidade, uma vez que a realidade se compõem de diversos outros elementos e conjunturas não abordados aqui.

Os defensores do atual valor se justificam sobre inúmeras formas: o principal argumento busca um resgate histórico, já que historicamente, desde que o salário mínimo foi criado a percepção comunal sempre foi a de que ele é o mais baixo salário que alguém possa receber. Não obstante, ele deve continuar sendo, uma vez que a história é uma sábia mestra, que nos ensina a viver o presente, planejando o futuro, com base no passado. Assim a pessoa sente vontade de estar presa por vontade, de servir a quem vence, o vencedor. De ter com quem nos mata lealdade. Mas como causar pode seu favor, nos corações humanos amizade, se tão contrário a si é mesmo o valor?

Afora considerações dessa magnitude as quais têm sido vigorosamente aplaudidas por uma serie de siglas, que nem convém ressaltar nesse momento, há, felizmente, ilibados vanguardistas que se contrapõe heroicamente a essa mixola, exigindo que essa quantia suba significativamente de R$ 540,00 para R$ 580,00. 

Comentários

  1. Eu não sei se entendi tudo, aliás eu acho que não entendi nada... mas considero que seja realmente uma indignidade contra o trabalhador ficarem dois meses discutindo se o salário é 540 ou 580, como se 40 reais a mais significasse uma mudança na vida do trabalhador algo extraordinário, algo fantástico e acima de qualquer expectativa. Mas é verdade que 40 reais a menos é algo sofrível. Porque afinal melhor para mais do que para menos.

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