terça-feira, 26 de julho de 2011

Se for nazista, não é terrorista. É atirador.

Anders Behring Breivik, terrorista, matador, oslo noruega
Anders Behring Breivik - 'loirinho atirador, nazista, terrorista'
O norueguês Anders Behring Breivik, nazista, que confessou ser o autor de atentado premeditado que matou, por motivos xenofóbicos e políticos, 77 pessoas na explosão de uma bomba e em um ataque a tiros na ilha de Utoeyado na sexta-feira (22/07/2011), em Oslo - Noruega, tem sido tratado pela mídia, como o atirador*. Vai ver é porque ele é um norueguês loirinho.

O termo em questão é um ingênuo erro gramatical ou safadeza política?

Anders Behring Breivik, terrorista, matador, oslo noruega
local da explosão em Oslo - Noruega
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* Em ciência militar, um atirador é um soldado de infantaria ou de cavalaria, colocado nos flancos ou numa posição avançada em relação ao grosso das tropas, com a missão de flagelar o inimigo com tiros de arma ligeira.

Terrorismo é o uso de violência, física ou psicológica, através de ataques localizados a elementos ou instalações de um governo ou da população governada, de modo a incutir medo, terror, e assim obter efeitos psicológicos que ultrapassem largamente o círculo das vítimas, incluindo, antes, o resto da população do território.
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Você precisa saber que fracassou... Talvez você pense que ganhou, que destroçou o partido social-democrata e o povo de todo o mundo que defende a sociedade multicultural ao matar meus amigos e companheiros... Se uma pessoa sozinha conseguiu mostrar ao mundo todo esse ódio, imagina quanto amor podemos demonstrar todos nós juntos... Você matou meus amigos, mas não acabou com nossa causa, nossas opiniões e nosso direito de nos expressar. Você não pode nos ferir, somos maiores. Não respondemos ao mal com mal, como você faria. Combatemos o mal com o bem. E ganhamos.

Carta aberta de Ivar Benjamin Oesteboe, um norueguês de 16 anos que sobreviveu os atentados do dia 22 de julho, ao autor confesso dos ataques, Anders Behring Breivik.

Um comentário:

  1. Olá amigo
    Imagino que ele não agiu sozinho. Faz parte de um grupo extremista e tem um pensamento ideológico bem elaborado, cheio de lógica. Muitos na Europa pensam como ele. A maioria menos pela questão racial em si e mais por manter seus empregos para os nativos, detestando imigrantes que lhe tiram oportunidade. A ideologia surge como sustentação. A Noruega é um país civilizado, não precisa que as autoridades pisoteiem a cabeça dos acusados. Isso é coisa de país tupiniquim, como o Brasil. O que me chama a atenção é quem elabora as idéias, geralmente não as executa. Louco ou não essa pessoa tem que ser isolada das demais, por ser muito perigosa. Abraços. Kaoma

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