terça-feira, 10 de abril de 2012

Raiva herbívora assola a região sul do Brasil

Surto de raiva herbívora assusta população

Existem mais de duas mil espécies de plantas nativas na região sul. Destas, apenas três são entomatófagas e somente uma, denominada Nepenthes Sarraceniaceae, tem deixado o Rio Grande do Sul, mais precisamente a população da Região Sul, em estado de alerta. O motivo para tamanha preocupação é o fato desta planta, quando sob estresse prolongado, ser transmissora do vício inertia cummulus, doença que vem afetando homens e mulheres da Zona Sul em quantidade bastante elevada e que também pode ser transmitida aos gatos de estimação.

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Foco foi encontrado em uma das calçadas do Obelisco

Os focos começaram a aparecer, após um recesso de aproximadamente cinco anos, no município de São Lourenço do Sul, em maio do ano passado. De lá para cá, 15 novos focos foram registrados entre as cidades de Pelotas, Morro Redondo, Arroio do Padre e Turuçu, onde mais de duas mil plantas já foram capturadas. Um número aparentemente pequeno mas que, de acordo com o ecólogo e superintendente regional da Secretaria de Combate às Plantas Entomatófagas, Masaro Miamoto, na prática, representa grandes riscos.

Miamoto explica que a partir da notificação de uma planta contaminada, este mesmo caso ainda representa um único foco dentro de um raio de três quilômetros o que, na prática, significa que a doença pode estar muito mais disseminada do que se imagina. Para ser considerado foco, é preciso que haja a confirmação da presença do vicio inertia através de exame laboratorial do cérebro do possível afetado.

O controle

A melhor forma de prevenir a  inertia cummulus é através do cuidado com as plantas, jardins e 'matinhos' em volta da casa. Segundo Nomuro, a vacina antientomatófaga  poder ser facilmente encontrada no mercado, onde é comercializada por valores não muito elevados, com custo de cerca de R$ 20,00.

A contaminação do homem

inertia cummulus  é uma zoonose e pode, portanto, ser transmitida ao homem. Este contágio ocorre através de qualquer contato entre a planta revoltada com ferimentos humanos. Uma das formas mais comuns de contaminação se dá normalmente quando o cidadão está andando tranquilo pela rua, vê um matinho crescendo na quina do meio fio. Então pensa:

Vou arrancar esse matinho... não dá nada mesmo!

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