segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Mulher Pêra candidata política

Mulher Pêra, então candidata a vereadora pelo PTdoB em São Paulo, apresentou, via twitter, suas já conhecidas propostas de campanha. Ela se define como "guerreira, funkeira, e mulher de marketing, sem a ideia de se vulgarizar”. Sendo assim, uma das promessas da moça, acaso eleita, é mostrar seu “piercing íntimo”.

Suelem Aline Mendes da Silva, Mulher Pêra, PTdoB, funkeira, funk
Vote coraçãozinho

Sempre gosto de falar de mulher. Elas são figuras importantíssimas na história da humanidade, tanto para perdição, como para a construção de um mundo melhor. Aliás, todo ser humano tem esse potencial tanto para o bem quanto para o mal. Mas não vamos falar do ser humano. Apenas das mulheres. Eva comeu a maldita fruta (que muitos dizem ter sido uma maçã, mas podia muito bem ser uma pêra) e nos condenou a essa desgraceira toda: de bico de papagaio ao tráfico de drogas, tudo é culpa da Eva e da sua burrice ao acreditar numa cobra. Fala sério! Desde que o mundo foi criado as mulheres ficam burras quando vêem uma cobra. 

Mas nem todas as mulheres dão ouvidos ao Diabo e algumas são inspiradas por anjos. Para mim a mulher mais politicamente envolvida com o destino de um país foi Joana D´arc. Que mulher! Era só uma camponesa ignorante, que aparentemente perdia tempo fazendo orações numa capelinha. E mudou a história da França. Guerreira no sentido mais completo da palavra, usando armadura, escudo e espada, empunhando uma bandeira que nem o Delfim tinha coragem de empunhar. Um rei fugia da guerra e se vendia ao comodismo e a burocracia contentando-se em ser só uma figura de fundo na história. E uma camponesa jovem e virgem enfrentava a fúria dos inimigos e plantava nos corações franceses um amor à pátria, uma vontade de ser livre, uma coragem de enfrentar seus grilhões... Viam aquela mocinha com toda a sua virtude e sua coragem fazer o que homens treinados e importantes não tinham coragem de fazer. Isso sim é mulher!

No Brasil nós temos a mulher pêra....

Na ditadura se fazia do filme pornô no Brasil, o pilar do cinema nacional. É até uma ironia que na época de maior censura no país, tenha sido o gênero erótico o mais produzido pela indústria cinematográfica, a razão era mostrar que se você não podia escolher seus governantes, não podia nem mesmo ter direito ao pensamento, podia ao menos trepar. Tudo bem que se roube nossa voz e nosso pensamento, mas o direito de trepar ninguém tira.

Hoje vivemos uma época diferente, somos um Estado democrático, nós podemos pensar, nós podemos escolher... E parece que tem gente que acha que ainda temos só liberdade de trepar. Se você faz do seu rabo sua bandeira de luta, se você conceitua a mulher guerreira como sinônimo de bunda, se você acha que a melhor proposta eleitoral que pode oferecer é mostrar um piercing íntimo, de fato não somos livres. 

No Brasil, temos uma mulher que o cérebro está no cu. E ela ainda vai ganhar votos! Se o cérebro dela está no cu, onde estará o cérebro de quem vai votar nela? Precisamos de Joanas Dárcs. Chega de Evas que se rendem a cobras e condenam a humanidade a perdição. Precisamos de Mulheres, não de bundas.
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tsi tsi

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