Atos dos Opostos

Sutiã é um mal necessário?

A queima de sutiãs que não aconteceu

No dia 7 de setembro de 1968, eu tinha 8 meses e 3 dias, mas me lembro como se fosse ontem. Eu estava sentado no berço entusiasmado vendo pela tv o Miss América torcendo para que minha favorita ganhasse o título. Infelizmente isso não aconteceu. Mas para alegria minha, tão logo Jordi Ford foi eleita vencedora, do lado de fora do teatro em Atlantic City, ouviu-se uma barulho que tirou a atenção das câmeras que focavam a moça.

pagando peitinho, mulher sem nada por baixo
bravo.

A partir de então o foco passou a ser cerca de uma centena de mulheres que gritava lemas de protesto do lado de fora. Havia uma mulherada protestando contra a ditadura da beleza que o sistema estava impondo à elas.

amadora, peito, peitinho, sem soutien
bravo..

Foi quando elas começaram a empilhar nas rua, símbolos de feminilidade da época: cílios postiços, revistas femininas com mulheres desnudas que contavam como gostariam de ser %$#@$*!, sapatos de salto alto, detergentes, sutiãs, vassouras, baton, rimel, cinta liga, copos de cervejas do marido... Elas amontoaram tudo isso e ameaçaram colocar fogo. Mas infelizmente a queima não chegou a ocorrer. Um fiscal da prefeitura, viu aquela cena inédita, fez uma cara feia, lembrou da esposa e disse: "A prefeitura não autorizou o uso de fogo".

tetinhas megan fox, megan sem sutia
bravíssimo

Que pena que elas trouxeram os sutiãs reserva para queimar naquela época! Se fosse hoje elas viriam sem sutiã e ainda cantando: ai se eu te pego ... delicia assim vc me mata.. ai se eu te pego hein? Com coreografia e tudo. Mas, óbvio... só para aparecer na tv.

mulher sem sutia no parque
pio belo

A dúvida é saber se o sutiã é um mal necessário: Será?

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Mas falando sério

Nessa época, a população dos Estados Unidos vivia um conflito interno. De um lado havia a invasão do Vietnã por parte dos americanos por questões ideológicas já que combatiam o pensamento nacionalista e comunista vietcongue e, de outro Martin Luther King acabara de ser  assassinado na terra da liberdade. Na contradição entre os termos* militarismo, racismo e sexismo, aflora o movimento feminista. Nessa época o movimento era como uma espécie de sindicato de mulheres que defendia a igualdade de direitos e liberdade de expressão.

*Termos:

Militarismo

ou ideologia militarista é a ideia de que uma sociedade é mais bem servida (ou de maneira mais eficiente) quando governada ou guiada por conceitos incorporados na cultura, na doutrina ou no sistema militares. Militaristas sustentam que a segurança é a mais alta prioridade social, e alegam que o desenvolvimento e a manutenção do aparato militar assegura essa segurança.

Racismo

é a tendência do pensamento, ou o modo de pensar, em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas e superiores umas às outras, normalmente relacionando características físicas hereditárias a determinados traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais. O racismo não é uma teoria científica, mas um conjunto de opiniões pré concebidas que valorizam as diferenças biológicas entre os seres humanos, atribuindo superioridade a alguns de acordo com a matriz racial.

A crença da existência de raças superiores e inferiores foi utilizada muitas vezes para justificar a escravidão, o domínio de determinados povos por outros, e os genocídios que ocorreram durante toda a história da humanidade e ao complexo de inferioridade, se sentindo, muitos povos, como inferiores aos europeus.

Sexismo

é termo que se refere ao conjunto de ações e ideias que privilegiam entes de determinado gênero (ou, por extensão, que privilegiam determinada orientação sexual) em detrimento dos entes de outro gênero (ou orientação sexual).

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