terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Free Economy - um mundo sem dinheiro é possível?

money, moeda, dinheiro, economiaSe perguntar às pessoas o que elas tem feito para tornar o mundo melhor, ouvirá certamente manifestações diversas, mas não ouvirá delas a admissão de que a razão de sua existência é tornar o mundo pior. A grande maioria das pessoas acredita que o resultado de suas ações colabora, de uma forma ou de outra, para que o mundo fique melhor do que estava. Mas então, por que há tanta coisa ruim acontecendo? Teorias diversas tentam dar uma explicação razoável. Capitalistas, comunistas, anarquistas, religiosos, ... todos tem suas teorias. Mas surgiu a algum tempo um grupo, que segundo informações está em dezenas de países e que tenta provar que é possível viver sem dinheiro.
Trata-se do que é conhecido como Freeconomy. Saiba do que se trata, segundo sua própria definição:

Freeconomy é uma sociedade sem dinheiro em que nenhum dinheiro muda e não há dualidade entre dar e receber, aqui eles são vistos como as duas faces da mesma moeda não-monetária. Freeconomy é uma manifestação de confiança, bondade, amor e da comunidade. Dinheiro e crédito são uma manifestação do medo, insegurança e cobiça. Freeconomy é o denominador comum de todas as suas soluções; Dinheiro e crédito são os denominadores comuns de todos os males do mundo. Freeconomies agora são a minoria. Isto não é importante. Em breve eles serão, na sua esmagadora maioria. Cada um de nós é uma semente. O poder regenerativo de uma semente não pode ser subestimada. Uma floresta pode crescer a partir da germinação de uma única semente, da mesma forma, um simples ato de generosidade pode dar vida a uma infinidade de outros.
Um dos militantes deste grupo, Mark Boyle, economista irlandês de 29 anos pretende mostrar que os princípios que regem o capitalismo estão errados e que não é necessário gastar nenhum centavo para se viver com dignidade, e para isso entrou num desafio de viver a partir de hoje e durante pelo menos um ano, em um trailer em Bristol, no oeste da Inglaterra, com um fogão a lenha, um chuveiro com painel solar, uma bicicleta para sua locomoção e um buraco no chão como banheiro.
Em entrevista, o irlandês disse que comer não será um problema, já "que a sociedade joga tanta comida no lixo que basta se aproximar de caçambas de supermercados para se alimentar".
Segundo ele, outra alternativa para se alimentar seria participar de lançamentos de livros e inaugurações de exposições de arte, já que os canapés e bebida são de graça, além de plantar seu próprio alimento. O desafio do economista começa coincidindo com o "Buy Nothing Day" (Dia de Não Comprar Nada), celebrado no mundo todo para chamar a atenção para os excessos da sociedade de consumo em um mundo no qual milhares de pessoas morrem de fome todos os dias. Leia outra afirmação de Boyle:
"As sociedades ocidentais jogam fora um terço da comida que consomem. Se as pessoas produzissem seu próprio alimento, teriam muito mais cuidado. O mesmo acontece com a água, se nós é que tivéssemos que mantê-la limpa, não a sujaríamos". O problema verdadeiro é que esta sociedade nos deixou completamente insensíveis sobre o que representa consumir. Não respeitamos em absoluto a energia gasta nas coisas que compramos, portanto não temos nenhum problema em desprezá-las.
Segundo Boyle, os receios de passar 365 dias sem tocar em uma moeda são os imprevistos: uma doença, uma lesão ou algum problema com sua família, que vive em Donegal, no norte da Irlanda.
O irlandês ficará em contato com os parentes, já que não abrirá mão de seu telefone celular nem de seu computador portátil, embora só vá utilizá-los quando suas baterias, alimentadas por energia solar, permitirem.
Desta vez, o irlandês espera ter mais sucesso que em sua aventura anterior, quando tentou ir a pé e sem dinheiro até a Índia, sem, no entanto, passar de Calais (França), onde as dificuldades para se comunicar com os franceses o fizeram voltar para casa.

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